Grupo de Estudos promove ensino interdisciplinar de Direito e Ciência da Computação

terça-feira
19/11/2013

Grupo de Estudos promove ensino interdisciplinar de Direito e Ciência da Computação

Desde setembro, o professor da FGV DIREITO RIO, Ivar Hartmann, coordena o Grupo de Estudos em Programação para Operadores do Direito. Todas as quintas, a partir das 16h, o grupo se reúne por cerca de duas horas para praticar linguagem de programação e resolução de problemas. Mas afinal, qual a relação entre Ciências da Computação e Direito? Nos dias atuais, toda.

“O objetivo das reuniões é capacitar juristas para o futuro mercado de trabalho, no qual os profissionais com boa noção de elementos básicos de tecnologia da informação e computação terão inserção profissional significativamente maior”, explica Ivar.

A afirmação do professor se baseia na constante necessidade de advogados recorrerem à utilização de provas virtuais, como e-mails, arquivos digitais e fotos, além da obrigatoriedade de todo jurista dominar as plataformas de processo judicial eletrônico.

“O futuro advogado, mesmo que não seja capaz de desenvolver softwares complexos, terá grande vantagem sobre outros com nenhum conhecimento de TI e computação”, complementa.

Como metodologia de ensino, é utilizado Coding Dojo, que propõe a construção de um ambiente seguro e divertido que apoie a prática deliberada de disciplinas ligadas à programação.

"A área de interação entre Ciência da Computação e Direito é uma das mais promissoras do meio jurídico neste século. O grupo de estudo é um espaço em que podemos estudar esse tema de vanguarda e com o método do Dojo, em que estamos sempre com a mão na massa”, explica Pedro Delfino, aluno da graduação da FGV DIREITO RIO.

A proposta do grupo é que todos sejam protagonistas. A dinâmica da reunião divide o grupo em três papeis, com alternância constante: o piloto, o copiloto e a plateia. Os dois primeiros são os que trabalham efetivamente na resolução do problema ao mesmo tempo em que explicam para os outros o que está sendo feito e pensado.

“A regra mais importante é não deixar ninguém para trás, e como essa responsabilidade é do grupo, não de um professor, esse é o diferencial entre o encontro e uma aula convencional”, explica o pesquisador do projeto Supremo em Números e tutor do grupo de estudos, responsável por preparar as aulas, Israel Teixeira.

Enquanto a dupla programa, a plateia assiste e intervém somente em caso de dúvidas ou em momentos específicos reservados para sugestões. Quando acaba o turno, geralmente de 5 minutos, o piloto volta para a plateia, o copiloto assume o teclado e alguém da plateia se torna o novo copiloto. Assim, todos são protagonistas na resolução do problema e na construção de suas novas habilidades.

"O Grupo de Estudos em Programação é uma oportunidade para o estudante ou profissional do Direito explorar uma área em intenso desenvolvimento. As atividades permitem o desenvolvimento de raciocínio lógico e o aprimoramento da capacidade de estruturação e expressão através da linguagem. Em poucos encontros, os resultados já são evidentes e superaram minhas expectativas", revela Bianca Dutra, também aluna da FGV DIREITO RIO.

O Grupo de Estudos em Programação para Operadores de Direito é aberto a todos que desejam aprender sobre Ciência da Computação e sua aplicação nas Ciências Jurídicas. Estudantes e profissionais estão convidados a participar dos encontros.