Diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade participa de conferência na Universidade de Yale

O Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV DIREITO RIO participará da conferência A2K4 - Acesso ao Conhecimento e Direitos Humanos-, promovida pela Yale Law School, a se realizar de 11 a 13 de fevereiro de 2010 no campus da Universidade de Yale.

O diretor do CTS, prof. Ronaldo Lemos, comporá o painel "Liberdade para inovar: Conhecimento, tecnologia e cultura", cuja descrição pode ser encontrada abaixo:

Painel V: Liberdade de inovar: conhecimento, tecnologia e cultura

Sábado, 9:30-11:00, na sala 127 da Escola de Direito de Yale

Edward Felten, Centro de Políticas para Tecnologia da Informação, Universidade de Princeton

Ronaldo Lemos, Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV-Rio

Katherine Strandburg, Escola de Direito da Universidade de Nova Iorque

Comentarista: Nagla Rizk, Centro para o Desenvolvimento do Acesso ao Conhecimento, (A2K4D), Universidade Americana no Cairo

Nós vivemos numa época de inovação descentralizada na qual as liberdades civis e a liberdade cultural dependem da liberdade de inovar e compartilhar inovações com outras pessoas.[leia mais]

Centro de Tecnologia e Sociedade Participa de Mesa sobre o Marco Civil da Internet na Campus Party

O Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (CTS-FGV) irá participar das atividades da Campus Party com relação ao projeto do Marco Civil da Internet. Trata-se de iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça em parceria com o CTS-FGV para a redação de legislação protegendo os direitos dos usuários da internet. Todo o processo de elaboração é aberto à participação pública e acontece no site www.culturadigital.br/marcocivil.

O processo foi dividido em duas fases. A primeira, com duração de 45 dias, já concluída, para discussão das diretrizes e princípios que orientam a elaboração da lei, em temas como privacidade, liberdade de expressão online e neutralidade da rede. A segunda fase, que vai se iniciar no começo de fevereiro, será focada em comentários no próprio texto da lei, elaborada de acordo com os comentários recebidos, e terá duração de mais de 45 dias.

A mesa irá abordar as principais questões discutidas e as principais diretrizes estabelecidas para a redação do texto. Ela contará com a participação de Guilherme de Almeida da Secretaria de Assuntos Lesgislativos do Ministério da Justiça, Ronaldo Lemos, Diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, Sergio Amadeu, Professor da Cásper Líbero e um dos organizadores da Campus Party, dentre outros.

A mesa acontecerá no dia 26 de janeiro, às 15h.

Para maiores informações, contactar Pedro Mizukami (pedro [dot] mizukamiatfgv [dot] br).

Centro de Tecnologia e Sociedade realiza Mesa sobre Games na Campus Party

O Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, dentro do seu projeto de Game Studies, irá realizar uma mesa para discutir aspectos importantes dos videogames na atualidade, com o tema "Games, Mídia e Regulação: o papel dos jogos na cultura e na educação".

A mesa irá discutir questões como jogos e liberdade de expressão, jogos e gênero (como as mulheres são representadas nas games e se elas também jogam), o papel dos jogos para a educação e a chamada "Aprendizagem Tangencial".

A mesa contará com a participação dos seguintes dos palestrantes Guilherme Xavier (Donsoft), Arthur Protasio (CTS Game Studies), Volker Grassmuck (Pesquisador da Universidade de Humboldt, Alemanha), Carlos Affonso Souza (CTS-FGV) e Pedro Mizukami (CTS Game Studies) e Ronaldo Lemos, Diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade.

Para mais informações, contactar Arthur Protasio (arthur [dot] oliveiraatfgv [dot] br).

Centro de Tecnologia e Sociedade lança tradução do Manifesto do Domínio Público

A rede Communia, um grupo temático estabelecida pela União Européia para pesquisar políticas públicas sobre direitos autorais e o domínio público acaba de lançar o Manifesto do Domínio Público. O documento traça os princípios gerais e faz recomendações sobre como promover um equilíbrio entre a proteção típica dos direitos autorais e a liberdade de utilização de obras característica do domínio público. O CTS/FGV, em colaboração com José Murilo Junior, do Ministério da Cultura, elaborou a versão em português do documento.[leia mais]

Games incomodam e viram arte

Manter os jogos eletrônicos na periferia das artes "sérias" acaba gerando um tratamento irracional, que resvala em decisões judiciais equivocadas.

RONALDO LEMOS
COLUNISTA DA FOLHA
PEDRO MIZUKAMI
ESPECIAL PARA A FOLHA

Raramente os cadernos de cultura falam sobre games. Em geral, as críticas são técnicas e não observam o valor narrativo dos jogos como uma mídia privilegiada para contar histórias e levantar questões. E, sobretudo, como um referencial cultural cada vez mais compartilhado. Dados sobre hábitos culturais em algumas capitais, divulgados recentemente pelo Ministério da Cultura, mostram que, em todas, a prática de "jogar games" é mais comum do que "ir ao cinema" (em São Paulo, por exemplo, os números são 13% e 8,7%, respectivamente). É um bom momento para pensar sobre esse fenômeno. A narrativa dos jogos vem atingindo momentos notáveis. Um exemplo é o recente "Call of Duty: Modern Warfare 2 (MW 2)". As análises mais corriqueiras vão dizer que é um excelente jogo de tiro. Dificilmente vão notar que ele trata da questão da moralidade da guerra, o mesmo tema de Barack Obama em seu discurso de aceitação do Prêmio Nobel da Paz. Em um trecho do game -que pode ser evitado-, o personagem controlado pelo jogador é um agente da CIA infiltrado em uma célula terrorista ultranacionalista na Rússia. Forçado a participar do massacre de centenas de civis em um aeroporto, ele protagoniza a atrocidade. O que fazer, disparar? E em que outras missões disparar também se justifica? Estão presentes, aqui, os embates morais clássicos, encarados a partir da lógica do terrorismo e da guerra contemporânea. "Modern Warfare 2" coloca o jogador em situações que lembram a ele sua condição de ser moral.[leia mais]