Regulação do Setor Portuário
Tema
Empresas e Negócios

O setor portuário é extremamente relevante para o desenvolvimento econômico global. A expansão da economia brasileira passa pela gestão eficiente das estruturas portuárias, bem como por regras claras quanto à exploração e concorrência dos participantes desse segmento de mercado. Regular esse valioso setor da economia é, portanto, uma tarefa indispensável. A questão, contudo, é buscar que a regulação congregue, dentre os seus objetivos, a atração de investimentos, a concorrência entre os atores que exercem a atividade portuária, o crescimento econômico e o desenvolvimento social. O presente livro parte de uma base teórica e de ampla pesquisa de dados empíricos referentes ao volume de movimentação de cargas dos importantes terminais público e privado de contêineres do país para compreender os impactos e os efeitos advindos da instituição do marco setorial dos portos e, ao final, concluir se a adoção de uma regulação assimétrica, com liberdade na movimentação de cargas, sem distinção entre os operadores portuários, proporcionou alterações no mercado de contêineres no Brasil. 


    Paulo Renato Jucá
  • Páginas: 192
  • Data de lançamento:
  • ISBN: 9786556272962
Sumário

SUMÁRIO
agradecimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     7
prefácio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     9
INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     21
1. A REGULAÇÃO DO SETOR PORTUÁRIO
1.1. Contextualização do setor portuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     33
1.2. Regimes jurídicos aplicáveis aos operadores portuários . . . . . . . . . . . . . . . .     46
1.2.1. A assimetria regulatória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     46
1.2.2. Assimetria regulatória nos portos – formas de exploração
dos portos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     51
1.2.3. Assimetria regulatória em outros setores de infraestrutura . . . . . . .     67
1.3. Centralização de competências: as autoridades envolvidas na regulação
portuária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     70
2. A CONCORRÊNCIA NO SETOR PORTUÁRIO
2.1. Regulação econômica e concorrência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     81
2.1.1. Competências das autoridades da regulação e da concorrência – a
relação do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência
– CADE e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários
– ANTAQ: limite de competências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     85
2.1.2. As falhas de mercado nos portos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     90
2.1.2.1. Monopólio natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     91
2.1.2.2. Externalidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     94
2.1.2.3. Poder de mercado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     97

2.1.2.4. Barreiras à entrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     100
2.2. Concorrência no setor portuário na vigência da Lei nº 12.815/2013:
elementos que contribuem para o exame do caso dos terminais situados
no Estado de Santa Catarina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     103
2.2.1. Mercado relevante – concorrência intraporto e interporto . . . . . . .     104
2.2.2. A contratação da mão de obra como fator determinante . . . . . . . . .     111
2.2.3. Integração vertical no marco regulatório dos portos: a relação
entre operadores portuários e armadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     116
2.2.4. O compartilhamento de infraestruturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     121
3. O CASO DOS TERMINAIS DE CONTÊINERES DE ITAJAÍ
E NAVEGANTES NO ESTADO DE SANTA CATARINA
3.1. Os terminais escolhidos para a pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     127
3.2. O início das operações do terminal público arrendado de Itajaí . . . . . . . . .     132
3.3. Fatores de decisão para a escolha terminais portuários por parte
dos armadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     135
3.4. O desempenho do terminal arrendado de Itajaí antes da Lei
nº 12.815/2013 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     136
3.5. Os impactos de um novo competidor – o terminal privado
de Navegantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     142
3.6. Resultado do comparativo entre os terminais público e privado . . . . . . . .     155
3.7. Os desafios do regime assimétrico – tentativa pelo caminho
da mutabilidade e consensualidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     162
conclusões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     171
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .     175

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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