Localizado no alto do morro do Vidigal, o Parque Sitiê recebeu no início do mês um dos mais respeitados prêmios de arquitetura, urbanismo e design do mundo. Cliente do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da FGV DIREITO RIO, a iniciativa de moradores e de um arquiteto formado em Harvard, que transformou um lixão em parque ecológico, conquistou o SEED Awards 2015 (Social Economic Environmental Design). O prêmio valida iniciativas que combinam design arrojado e interesse público.
A premiação chancela a inciativa pioneira do morador do Vidigal Mauro Quintanilha que, com a ajuda de poucos amigos, conseguiu em 2010 transformar 16 toneladas de lixo em parque ecológico. Quando o arquiteto Pedro Cristo se juntou ao projeto, em 2012, o Parque Sitiê atingiu um patamar jamais imaginado por seus idealizadores.
“O SEED Awards 2015 valida o Sitiê como um projeto de excelência no design de interesse público e como uma das iniciativas mais inovadoras da arquitetura e urbanismo hoje no mundo. Foi uma grande honra que o Sitiê ainda tenha sido escolhido como um dos três que foram transformados em estudos de caso por aliar função social, excelência estética e inovação tecnológica. O Sitiê e o projeto de arquitetura do estúdio +D são colocados assim em um novo patamar na arquitetura e urbanismo mundial”, comemora o arquiteto Pedro Cristo.
Desde o segundo semestre de 2014, o Sitiê é cliente do Núcleo de Prática Jurídica. Nos primeiros seis meses de parceria, a consultoria jurídica prestada pelo NPJ destinou-se à análise da melhor forma para institucionalização e sustentabilidade do projeto. Participaram da Clínica Jurídica 17 alunos da graduação que, supervisionados pelos advogados Carlos Augusto Junqueira e Laura Osório, contribuíram para a elaboração do estatuto social do Instituto Sitiê.
“O Instituto Sitiê foi constituído e formalizado. Agora, o desafio é a questão fundiária e a sustentabilidade financeira do Instituto", destaca a supervisora da Clínica, Laura Osório.
Além da questão fundiária do local para o eventual registro imobiliário do parque, os alunos estudam, neste semestre, alternativas inovadoras para a busca de investimentos da iniciativa privada, ao mesmo tempo em que buscam mecanismos que garantam a obtenção de renda também pelos moradores da comunidade do Vidigal, com a realização de atividades qualificadoras, como a venda de artesanatos.
"De um modo geral, a parceria com o Sitiê possibilitou a realização de um dos objetivos do NPJ: o desenvolvimento de atividades de prática jurídica voltadas à produção de impactos positivos na sociedade, atendendo e promovendo interesses coletivos”, afirma André Mendes, Coordenador do NPJ.
Pedro Cristo, por sua vez, pontua que a parceria tem sido fundamental para o desenvolvimento do Instituto Sitiê em todos os seus níveis.
“A FGV Direito Rio é hoje nossa grande colaboradora educacional no Brasil tendo produzido com nossa equipe o estatuto do Sitiê. O Sitiê é um projeto de excelência e inovação e contar com o apoio da melhor escola de Direito do Brasil tem feito a diferença no nosso progresso”, conclui Pedro Cristo.