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15/01/2018

Community Networks: the Internet by the People, for the People

Atualmente, mais de três bilhões de pessoas ao redor do mundo ainda não possuem qualquer tipo de acesso à infraestrutura de comunicação.

Atualmente, mais de três bilhões de pessoas ao redor do mundo ainda não possuem qualquer tipo de acesso à infraestrutura de comunicação. Nesse contexto, as redes comunitárias (Community Networks, em inglês) representam uma mudança de paradigma, permitindo a qualquer grupo de indivíduos, as administrações locais ou empreendedores de desenvolver uma nova infraestrutura de acesso, gerenciada como um bem comum. Com o objetivo de discutir sobre a estrutura, possibilidades e desafios dessas Community Networks, o pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio), Luca Belli acaba de lançar o livro Community Networks: the Internet by the People, for the People.

A obra reúne artigos que exploram as boas práticas no âmbito das community networks, tema que vem se consolidado no Fórum de Governança da Internet (IGF), mas também são uma forma de aprofundar o entendimento sobre este novo paradigma de conectividade e os benefícios que pode gerar. As redes comunitárias são, atualmente um dos assuntos mais debatidos nos fóruns de políticas públicas sobre conectividade à Internet.

Levando-se em conta que boa parte das pessoas sem acesso às redes convencionais se encontram em áreas rurais ou economicamente desfavorecidas, vivendo em uma situação que dificilmente mudará no curto prazo por conta da falta de interesse comercial das operadora de rede em instalar infraestrutura em regiões nas quais não haja retorno no investimento, as redes comunitárias representam uma alternativa sustentável e inclusiva ao modelo tradicional, e é capaz de resolver o problema da distribuição desigual da conectividade — e, simultaneamente, promover a liberdade de expressão e o direito de autodeterminação.

Este livro, lançado pela FGV Direito Rio em parceria com a Internet Society, trata-se, portanto, de um trabalho pioneiro sobre redes comunitárias com alto potencial de ser utilizado como referência na de formulação de políticas públicas sobre conectividade.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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