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06/08/2015

Especialistas discutem estratégias de segurança pública

Na última semana, a Fundação Getulio Vargas sediou o 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com o tema “Priorizando a vida: estratégias para redução dos homicídios no país”.

Na última semana, a Fundação Getulio Vargas sediou o 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com o tema “Priorizando a vida: estratégias para redução dos homicídios no país”. O objetivo do evento foi fortalecer o diálogo e o intercâmbio de experiências, de forma a induzir boas práticas e estimular o debate sobre segurança pública. Com mais 150 especialistas do Brasil e do exterior, o encontro contou com 29 mesas, um workshop, três conferências internacionais, além das atividades de órgãos colegiados de membros do FBSP. 

Ao longo do evento, estiveram presentes autoridades públicas da área, como o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; e o secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame;  Humberto Viana, presidente do Conselho de Administração do FBSP; o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal; e professores e pesquisadores da Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio); da Escola de Direito de São Paulo (FGV Direito SP); da Escola de Economia de São Paulo (FGV/EESP); da Escola de Administração de Empresas em São Paulo (FGV/EAESP); da Diretoria de Análise de Políticas Públicas (FGV/DAPP) e da FGV/ EPGE - Escola Brasileira de Economia e Finanças.

O coronel Íbis Silva, chefe de gabinete do comando-geral e ex-comandante da Polícia Militar, palestrou, na quarta-feira, sobre o tema ‘Homicídio de Jovens Negros’, ao lado de Raull Santiago, do Coletivo Papo Reto, do Alemão; de Átila Roque, diretor da Anistia Internacional; e de Sílvia Ramos, diretora do Centro de Estudos de Cidadania e Segurança (Cesec), da Universidade Cândido Mendes. Em seu discurso, o coronel afirmou que a pacificação do Alemão não obteve sucesso porque começou de forma errada, destacando que a melhor opção seria a reocupação com forças especiais da própria PM e reforço no policiamento das proximidades à comunidade.

Durante o evento, também foi realizado o lançamento do livro “Polícia e democracia: 30 anos de estranhamentos e esperanças”. A obra visa mostrar como os policiais brasileiros, no pós-democracia, colocaram em prática todas as mudanças do processo de redemocratização brasileira, com foco em suas preocupações com a vida, suas expectativas e decepções. “Ao contrário do que o senso comum pensa, os policiais se dedicam e fazem um esforço gigante para garantir a vida. No livro, procuramos captar depoimentos de policiais mais sêniores, delegados gerais, comandantes gerais, secretários de segurança, mas também ouvir pessoas que estão no chão da fábrica, como praças da polícia militar, agentes da polícia civil, para entender como a polícia está sendo feita hoje. No fundo, [o livro] é uma aposta no diálogo e na aproximação de segmentos a fim de desfazer preconceitos e estranhamentos, além de uma tentativa de trazer uma grande esperança de que o Brasil pode e deve melhorar a segurança pública”, concluiu Renato Sérgio de Lima, pesquisador da FGV Direito SP e vice-presidente do Conselho de Administração do FBSP, na manhã de encerramento do encontro.

No último dia de evento, o FBSP divulgou a “Pesquisa de vitimização e risco entre profissionais do sistema de segurança pública”. Realizada em parceria com o Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas, da FGV/EAESP, e o Ministério da Justiça, o estudo ouviu mais de 10,3 mil agentes e apontou que, além de serem alvo fácil da violência urbana, a maior parte dos agentes de segurança do país sofrem com situações dentro e fora do ambiente de trabalho. O resultado disso é alarmante: mais de 15% dos policiais brasileiros já foram diagnosticados com algum tipo de distúrbio psicológico.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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