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18/05/2015

FGV lança os cinco primeiros volumes do projeto História Oral do STF

​A FGV lançou no dia 15 de maio, na presença dos ministros aposentados Sydney Sanches, Antonio Cezar Peluso e Nelson Jobim, a primeira fase do projeto História Oral do Supremo Tribunal Federal (STF).

​A FGV lançou no dia 15 de maio, na presença dos ministros aposentados Sydney Sanches, Antonio Cezar Peluso e Nelson Jobim, a primeira fase do projeto História Oral do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta é contar a história do STF através das trajetórias de seus ministros nos primeiros 25 anos da Nova República, mais precisamente de 1988 a 2013. Vinte deles já foram entrevistados.

A abertura feita pelo diretor da FGV Direito Rio, professor Joaquim Falcão, que agradeceu a todos os presentes e registrou de modo simbólico uma homenagem a dois colegas presentes: uma das criadoras do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), Alzira Abreu e o diretor presidente do Prêmio Innovare, Sérgio Renault. Logo após, passou a palavra ao Ministro Nelson Jobim.

O ministro explicou o objetivo do projeto e disse que as entrevistas foram conduzidas de maneira informal, “elas foram espontâneas contando a realidade institucional e o funcionamento real do Tribunal. São registros que vão ficar a disposição de todos e que esses registros possam ser objetos da desmistificação, ou seja, nós temos um hábito de nos apresentarmos sendo heróis de nós mesmos e o que nós queremos mostrar, é que esse grupo de onze membros do Supremo Tribunal Federal não está aí para mandar, e sim para servir”, fala Jobim.

Ainda segundo o ministro, a proposta do projeto História Oral do STF não era fazer algo imenso. “No momento em que você pretende fazer alguma coisa imensa você acaba não fazendo nada e ficando só na expectativa. Eu lembro aos alunos que uma das grandes dificuldades que tínhamos às vezes para estudar história, era que o historiador às vezes não conta nada sobre os fatos que aconteceram e sim da análise daquilo que ele está fazendo sem dizer do que se trata e aqui vocês tem matérias bruta, matéria para pensar e tirar suas próprias conclusões possíveis”, completa.

O material apurado será transformado em livro, cinco deles já prontos foram lançados no evento. Tratam-se dos relatos dos ministros aposentados Sydney Sanches, Antonio Cezar Peluso, Sepúlveda Pertence, Aldir Passarinho e Luiz Rafael Mayer, os dois últimos já falecidos.

Os pesquisadores da FGV Direito Rio, FGV Direito SP e do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil levantaram todas as informações sobre os ex-ministros e atuais ministros do STF em diferentes fontes, bem como as decisões por eles tomadas.

Os entrevistados também contam sua experiência como ministro do Supremo, e os que já estão aposentados falam também como foi sair do STF e como é a vida pós-STF.

O material, que vem sendo apurado desde 2012, resultou, até o momento, em 200 horas de depoimentos inéditos gravados em vídeo de alta qualidade. As entrevistas foram realizadas nas cidades de Porto Alegre, Recife, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, com duração média de cinco horas cada uma.

No lançamento também estiveram presentes os vice-diretores da FGV Direito Rio e do CPDOC, Sérgio Guerra e Arbel Griner, o coordenador institucional do projeto, Fernando Fontainha, a esposa e o sobrinho dos Ministros aposentados e já falecidos Aldir Passarinho e Rafael Mayer que receberam placas em homenagem a eles, senhora Yesis Passarinho e doutor Jorge Neves.

A previsão é ter outros cinco livros lançados até o fim deste ano sobre as trajetórias de Nelson Jobim, Carlos Veloso, Celio Borja, Neri da Silveira e Eros Grau. Até julho de 2016, a ideia é chegar aos 15 livros sobre os demais ministros. Os vídeos das entrevistas estarão disponíveis no site do projeto para download gratuito, bem como os livros, em formato e-book.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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