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09/04/2015

Lançamento do livro 'Cidadania, justiça e pacificação' na Travessa

A FGV DIREITO RIO lançou Cidadania, justiça e “pacificação” em favelas cariocas no dia 6 de abril na livraria Travessa de Botafogo.

A FGV DIREITO RIO lançou Cidadania, justiça e “pacificação” em favelas cariocas no dia 6 de abril na livraria Travessa de Botafogo. O evento de lançamento do livro contou com a presença das autoras Fabiana Luci Oliveira, Tânia Rangel e Izabel Nuñez, que participaram de sessão de autógrafos e conversaram com os presentes. O evento contou ainda com exposição das fotos que ilustram a obra, publicada pela Editora FGV.

O livro é baseado em uma extensa pesquisa de campo realizada ente 2010 e 2013 e traz um diagnóstico sobre a continuidade do déficit de cidadania dos moradores das favelas cariocas e suas demandas por justiça não atendidas — seja pela infraestrutura, urbanização e serviços precários que chegam até essas localidades, seja pela persistência dos estigmas da marginalidade social, ou, ainda, pelo desconhecimento de direitos e das instituições de garantias desses direitos.

As pesquisadoras realizaram um amplo estudo nas comunidades do Vidigal, Rocinha e Complexo do Alemão (favelas que compõem a área atendida pela UPP Fazendinha), onde puderam perceber os prós e contras da pacificação dessas comunidades.

Segundo Fabiana Luci, a pesquisa verificou aumento de crimes como violência contra idosos e mulheres e crescimento do consumo de drogas por pessoas de fora da comunidade. Como ponto positivo, ela destaca que os moradores da comunidade, atualmente, tem mais voz, podem lutar por seus direitos. Ela mencionou ainda que o diálogo com a polícia ficou mais próximo, ainda que os canais não sejam os melhores.

“A percepção majoritária é de que a vinda das UPPs contribuiu para minimizar o medo dos moradores, e o estigma dessas favelas como ambientes de violência e criminalidade, melhorando a autoestima dos moradores também à medida em que formalmente essas favelas passam a ser tratadas como bairros. Por outro lado, novos conflitos surgiram da convivência diária com a polícia e do controle e limitação a algumas atividades de lazer e entretenimento, como os bailes funks”, explica Luci.

O evento de lançamento contou com a presença de professores da FGV DIREITO RIO e de outras instituições de ensino, moradores das comunidades que foram objetos da pesquisa e interessados em entender o impacto social das UPPs.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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