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15/09/2021

Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio promove webinar sobre Governança da China em parceria com a Academia da China Contemporânea e Estudos Mundiais (ACCWS)

O Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio, em parceria com a Academia da China Contemporânea e Estudos Mundiais (ACCWS), realizou, no dia 8 de julho de 2021, o “Seminário sobre Governança da China”, com a prese

O Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio, em parceria com a Academia da China Contemporânea e Estudos Mundiais (ACCWS), realizou, no dia 8 de julho de 2021, o “Seminário sobre Governança da China”, com a presença de palestrantes do Brasil e da China. O evento marca a data do centenário do Partido Comunista da China (1921-2021).

“A China obteve um sucesso significativo na promoção de seu desenvolvimento econômico e social. Em pouco mais de 40 anos, a China se tornou a segunda maior economia do mundo e retirou 600 milhões de pessoas da pobreza extrema. Uma conquista extraordinária na história do país. Além disso, a China tornou-se líder em áreas de fronteira do conhecimento tecnológico e científico. Essas e outras conquistas resultam da governança da China que abrange a tríade Partido-Governo-Sociedade, um caso de organização política e social único que precisa ser compreendido por todos os que estudam e mantêm relações com a China”, explica o professor Evandro Menezes de Carvalho, Coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio.

Este seminário teve como objetivo discutir o modelo de governança chinês com uma das maiores autoridades em China, o Prof. Zhang Weiwei (Diretor do Instituto China da Universidade Fudan, Shanghai, e autor do best-seller “China Trilogy”) e ainda com o Embaixador da China no Brasil, Sr. Yang Wanming. O Prof. Evandro Menezes de Carvalho (Professor e Coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio) também foi um dos palestrantes deste evento, que foi moderado por Yu Yunquan (Presidente da ACCWS) e que teve a participação especial dos professores Zhou Zhiwei (Diretor Executivo do Centro de Estudos Brasileiros da Chinese Academy of Social Science, CASS), Javier Vadell (Professor do Programa de Relações Internacionais da PUC-Minas), Wang Lei (Diretor Adjunto da Escola de Gestão Governamental da Universidade Normal de Beijing) e Mariana Burger (Doutora em Relações internacionais pela PUC-Minas e Mestre pela Universidade Tsinghua).
 
Em sua fala, o Embaixador Yang Wanming destacou que a “A revitalização da nação chinesa tornou-se um processo histórico e irreversível” e o que está em foco não é apenas o enfoque chinês criado pelo Partido Comunista da China, bem como sua forma de governança, mas a construção de uma “comunidade de futuro compartilhado”, na qual a paz e a harmonia são valores que “a sociedade chinesa cultiva há mais de cinco milênios”.

Ao observar que “há uma alta taxa de satisfação do povo chinês em relação à governança da China”, o professor Zhang Weiwei falou do sistema de escolha dos governantes e representantes do povo em seu país, bem como que ele se baseia em um modelo que combina seleção e eleição, contrastando com o mundo ocidental, que é baseado apenas em eleição. O modo chinês de governar, diz o professor Zhang, é orientado para a busca do consenso e com ênfase na responsabilidade das decisões e ações a serem tomadas.

Ressaltando que, no Brasil, há um evidente desconhecimento sobre o sistema político, jurídico e econômico chinês, o professor Evandro Menezes de Carvalho destacou que “o estudo da governança da China abre-nos a possibilidade de discutir diversos temas, que estavam adormecidos no Ocidente, e que precisam ser debatidos desde uma perspectiva comparada para melhorar ainda mais o nosso diálogo intercultural.”

O professor Zhou Zhiwei destacou o fato de Brasil e China, por serem países em desenvolvimento, terem boas experiências para trocar, no que diz respeito aos modos de governança. O professor Javier Vadell reforçou este entendimento ao dizer que, “na atual crise do Multilateralismo e da globalização neoliberal, é imperioso para os países do Sul Global, como o Brasil, como a minha Argentina de origem (...), compreender as características da governança da China. (...) Não só pela experiência única de desenvolvimento nacional e popular no país mais populoso do mundo, mas também em relação à sua projeção internacional e à sua ação diplomática.” Ao afirmar que a base do modelo de governança chinês é a harmonia, a professora Mariana Burger observou que, “no Ocidente, o conceito de harmonia é visto como homogeneização, onde todos devem pensar da mesma maneira. E harmonia chinesa é o respeito pela diversidade.
 

A íntegra do evento está disponível, em português, no canal do Youtube da FGV e pode ser acessada neste link.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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