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10/10/2014

Palestra debate avanço do Estado Islâmico e suas consequências

Entender o movimento “Estado Islâmico” (ISIS) e suas implicações no oriente médio. Essa foi a proposta da primeira edição do Agenda CJUS, realizado no dia 7 de outubro.

Entender o movimento “Estado Islâmico” (ISIS) e suas implicações no oriente médio. Essa foi a proposta da primeira edição do Agenda CJUS, realizado no dia 7 de outubro. O evento, idealizado pelo coordenador do Centro de Justiça e Sociedade, professor Daniel Vargas, contou com a palestra da professora Monique Sochaczewski, doutora em História, Política e Bens Culturais pelo CPDOC/FGV, que falou sobre o avanço da organização e os impactos para a região.

Monique, inicialmente, traçou um panorama sobre o islamismo, desde seu surgimento até a atual divisão étnica existente atualmente. Sobre o grupo denominado Estado Islâmico, a professora explicou que ainda se sabe muito pouco sobre ele. Ela destacou, porém, que o grupo representa algo que pode ser considerado mais assustador que a própria Al-Qaeda.

“O que é assustador é que se antes a Al-Qaeda já tinha ações impactantes, a organização do Estado Islâmico apresenta ações insurgentes mas que se organiza como Estado. O ISIS tem a figura do califa e toda liturgia que isso envolve. A CIA estima cerca de 30 mil pessoas envolvidas. O exército de voluntários combatentes conta com cerca de 3 mil ocidentais. Pessoas de Londres, Paris, da Austrália e Finlândia, por exemplo”, explicou Monique.

A professora falou também sobre os esforços de nações vizinhas para conter o avanço do grupo. Iraque, Egito, Jordânia, Líbano, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes, Kwait, Omã e Qatar, além dos EUA, estão tentando impedir o avanço do grupo. Monique destacou também que o território turco já é ameaçado pelo grupo e levantou algumas questões que serão respondidas com o desenrolar dos acontecimentos.

“Pra onde vai a primavera árabe? Pra onde vai o islã político?”, finalizou.

Para o Ex-aluno da FGV DIREITO RIO e secretário executivo do CJUS, Evandro Sussekind, a palestra contribuiu para compreender melhor as peculiaridades da região e o porquê do surgimento de um grupo como o ISIS.

"A brilhante exposição da professora Monique consegue jogar alguma luz sobre uma situação de diagnóstico muito difícil e de remediar ainda mais complicado. Como a Turquia deve se posicionar diante do fato dos Curdos se estabelecerem como a maior resistência ao ISIS? Como os Estados Unidos poderão se opor ao grupo sem  um retorno ao Oriente Medio? Como proteger as minorias com uso exclusivo de ataques aéreos? Como frear a debandada de ocidentais para as fileiras do ISIS? Qual é perfil desse individuo? Como lidar com uma eventual volta ao lar desses soldados? O ISIS tem um projeto de Estado, e, pelo menos no que concerne aos seus objetivos, são muito mais ambiciosos que outras organizações terroristas. A palestra foi incrivelmente informativa, mas com a informação vem também um ceticismo diante de uma eventual solução", disse.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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