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22/09/2014

Programação: A profissão de um futuro cada vez mais próximo

No futuro, todos saberão programar. Pelo menos no Reino Unido. Desde o início de setembro, crianças a partir de cinco anos de idade têm aulas de programação nas mais de 160 mil escolas primárias do país.

No futuro, todos saberão programar. Pelo menos no Reino Unido. Desde o início de setembro, crianças a partir de cinco anos de idade têm aulas de programação nas mais de 160 mil escolas primárias do país. Se no Brasil esta ainda é uma realidade distante, os alunos da FGV DIREITO RIO saem na frente em mais uma iniciativa inovadora: a atividade complementar Programação para Advogados.

Oferecida a alunos de graduação desde o primeiro semestre de 2014, a proposta da atividade é apresentar uma área de atuação pouco explorada no meio jurídico e desenvolver iniciativas que mesclem inovação e empreendedorismo.

“Os softwares, hoje em dia, já controlam a vida das pessoas. Desde o alarme que te acorda pela manhã e os calendários online que pautam o dia-a-dia até equipamentos como GPS e marca-passos. A capacidade de criar e manipular software já é essencial para algumas profissões. Algumas Escolas de Direito no mundo começam a ter essa visão, como a FGV DIREITO RIO. Para mim, é um privilégio poder ensinar o futuro advogado a programar. Programação será o grande diferencial da profissão nos próximos dez anos”, afirma o pesquisador Daniel Chada, Engenheiro-chefe do Projeto Supremo em Números.

A ideia de ensinar programação para advogados surgiu a partir de uma palestra, realizada em 2013, sobre os êxitos do Projeto Supremo em Números, apresentando as oportunidades para estudantes de Direito com conhecimento de programação. Um sucesso pelos achados inéditos que produziu e o impacto que teve na academia, sociedade civil e na mídia ao analisar mais de um milhão de processos do Supremo Tribunal Federal, os resultados do projeto apresentados nessa palestra despertou o interesse dos alunos, que pediram que fosse criado um espaço onde eles pudessem aprender sobre programação e sua aplicabilidade no meio jurídico.

Desde então, de setembro a dezembro de 2013, foi realizado um grupo de estudos sobre o tema que deu origem à atividade complementar, pioneira entre as Escolas de Direito do Brasil. Aliando aulas teóricas e práticas em laboratório de informática, os professores treinam os alunos para programar softwares em linguagem Python. Os exercícios consistem no desenvolvimento de aplicativos para o meio jurídico, como a montagem de peças processuais e a gestão de banco de dados judiciais.

“Como em qualquer área da prestação de serviços, as carreiras jurídicas passam por um momento de transformação e redefinição. O advogado do futuro é aquele que conhece as possibilidades e limites da tecnologia da informação e assim lidera o design e implementação de ferramentas que garantam mais qualidade e eficiência aos serviços jurídicos”, afirma o professor Ivar A. Hartmann, coordenador da Atividade Complementar e do projeto Supremo em Números.

Em pouco tempo, Programação para Advogados já apresenta resultados expressivos. Segundo Ivar Hartmann, o principal deles é o despertar para a inovação e o empreendedorismo em um ambiente marcado pelo conservadorismo, como costuma ser o ensino e prática do Direito. Em menos de um ano, alunos já começam a desenvolver atividades empreendedoras, como a startup NetLex, que atua com produção automatizada de contratos ou peças processuais mediante o emprego de conhecimentos de direito e de inteligência artificial. Os alunos criaram também o site Protesto Livre, que gera de forma mecanizada e gratuita petições de habeas corpus preventivo. O site não tem fins lucrativos e presta um serviço público de grande valor, mostrando o diferencial do conhecimento e uso da computação também nas carreiras públicas do direito.

“O aprendizado de programação traz diversos benefícios. A emergência da linguagem de programação é uma habilidade muito valorizada no mercado de trabalho e essencial num futuro próximo. Esta é a realidade atual e reflete uma demanda inevitável por profissionais com conhecimentos interdisciplinares entre as suas áreas de atuação e a tecnologia. No Direito não é diferente, cada vez mais é exigida do profissional jurídico a capacidade de solução de problemas de forma rápida e eficiente”, explica Bianca Dutra, aluna do curso.

A atividade complementar Programação para Advogados é mais uma demonstração de que a FGV DIREITO RIO está atenta às demandas do mercado e é pioneira quando o assunto é inovação no ensino e pesquisa. Com isso, a Escola busca formar as lideranças que vão pensar o futuro do país em um mundo em constante transformação.

Leia a notícia sobre ensino de programação na educação básica do Reino Unido.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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