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28/04/2014

Relações entre Brasil e África são debatidas em universidade na China

O professor Evandro Menezes de Carvalho participou de mais um importante evento na China. O docente esteve no Institute of African Studies da Universidade de Zhejiang para falar sobre as relações entre Brasil e África no dia 23 de abril.

O professor Evandro Menezes de Carvalho participou de mais um importante evento na China. O docente esteve no Institute of African Studies da Universidade de Zhejiang para falar sobre as relações entre Brasil e África no dia 23 de abril.

Em sua palestra, Evandro traçou um panorama da política externa brasileira para a África. Segundo o professor da FGV DIREITO RIO, no passado o Brasil percebia a África como competidora no mercado das commodities e das ajudas internacionais ao desenvolvimento, mas que essa percepção se modificou.

“Esta percepção muda na segunda metade do século XX e o Brasil passa a ver a África como um continente de oportunidades. Apesar desta mudança de percepção, a política externa brasileira para a África continuou seletiva e baseada em iniciativas específicas. Somente na primeira década deste século XXI, com o governo Lula, é que o Brasil expande sua ação no continente africano, assume uma postura mais pragmática, horizontal e de compartilhamento de interesses e valores comuns que ultrapassa a dimensão do comércio”, disse.

O professor explicou que, hoje, o Brasil concede apoio ao desenvolvimento da infraestrutura, aporta investimentos produtivos, apoia a agricultura familiar, transfere tecnologia no campo da fabricação de medicamentos, sobretudo antirretrovirais e compartilha experiências de apoio a pequenas e médias empresas.

“O Brasil abre mais de 35 embaixadas na África, sendo este um sinal importante da mudança de orientação do Itamaraty para o continente. O interesse brasileiro não é só econômico, mas político. Afinal, muitas das decisões da ONU dependem, em larga medida, dos votos africanos”, frisou. 

O interesse chinês no assunto é saber até que ponto as disputas pelas oportunidades no continente africano não colocaria a China e o Brasil em rota de colisão. Segundo Evandro, porém, as diplomacias dos dois países sabem isolar as divergências na área do comércio para que elas não contaminem a relação estratégica que Brasil e China estabeleceram nas questões relativas à reforma das instituições internacionais.

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19 / 2018.

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