FGV DIREITO RIO recebe professor responsável por descobrir falhas no sistema de segurança da urna eletrônica
Ano de eleição. Votação. Urna eletrônica. Segurança de informação. Fraude. São assuntos interligados que vão dominar a pauta da imprensa após a Copa do Mundo. Visando o debate do importante assunto, a FGV DIREITO RIO recebe amanhã, 12 de fevereiro, às 13h, o especialista em Criptografia e Segurança Computacional, professor Diego de Freitas Aranha, para palestrar sobre o sistema de votação eletrônica utilizado no Brasil.
A palestra, com o ex-coordenador da primeira equipe de investigadores independentes capaz de detectar e explorar vulnerabilidades no software da urna eletrônica em testes controlados organizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, tem como objetivo sugerir formas em que a comunidade de software livre pode contribuir para aprimorar a segurança do processo eleitoral, a partir de intervenção simples em um dos poucos pontos de transparência disponíveis: a totalização dos votos.
Para o especialista existem várias medidas que podem ser adotadas para fortalecer a segurança das eleições brasileiras, “desde a ampliação da capacidade de auditoria, ainda que limitada, para representantes da sociedade civil até a reformulação do modelo de votação, para permitir aos eleitores verificarem que suas escolhas são registradas corretamente, sem, no entanto, fornecer qualquer comprovante que possibilite a prova de suas escolhas para terceiros”.
Ainda segundo Diego Aranha, a transparência do processo também precisa ser urgentemente aprimorada. “Para citar um exemplo, não foi divulgado nenhum detalhe técnico a respeito da correção das vulnerabilidades afetando sigilo e integridade do voto encontradas por minha equipe durante os Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação de 2012, apenas informações evasivas. Há incompatibilidade direta entre a magnitude da confiança depositada pela população no sistema de votação eletrônica e a que é de fato merecida”.